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Crosslinking para Ceratocone

Fotografia médica em close de um olho humano com implante de anel estromal semicircular de PMMA inserido na córnea para correção de ceratocone.

O Crosslinking é um procedimento utilizado quando o Ceratocone está avançando. Entenda agora com a Dra. Andressa Guimarães, especialista do Rio de Janeiro, o que é esse procedimento, como ele age na sua córnea e o que você pode esperar antes, durante e depois da cirurgia.

O tratamento é minimamente invasivo, sem cortes, sem internação, jejum ou repouso especial e você vai para casa no mesmo dia. O paciente permanece com uma lente de contato terapêutica que fica no olho por 7 dias e funciona como um “curativo transparente” enquanto a córnea se recupera.

O Crosslinking em números

Taxa de efetividade: +90%
Pacientes que precisarão de transplante sem tratamento: ~21%
Pacientes com melhora visual após o procedimento: até 25%
Tempo médio da cirurgia: ~1h

O que é o Crosslinking?

O Crosslinking “reforça as vigas” da sua córnea. Em vez de substituir o tecido doente por um saudável (como faz o transplante), ele usa vitamina B2 e luz ultravioleta para unir melhor as fibras de colágeno já existentes, tornando a córnea mais rígida e resistente. É muito menos invasivo e com recuperação bem mais rápida do que o Transplante de Córnea.

O Crosslinking vai melhorar minha visão?

O objetivo principal do Crosslinking é parar – ou pelo menos desacelerar – a progressão da doença, mas ele não reverte o dano já feito. Dito isso, até 25% dos pacientes relatam alguma melhora na acuidade visual após o procedimento, como um bônus inesperado.

A cirurgia é dolorosa?

A cirurgia é feita com anestesia em colírio (nenhuma agulha, nenhuma sedação), então você não sente dor durante o procedimento. Nos dias seguintes, é comum sentir ardência e desconforto de leve a moderado – controlável com analgésicos simples como paracetamol ou ibuprofeno.

Já fiz outras cirurgias nos olhos. Posso fazer o Crosslinking?

Em geral, sim. Uma das vantagens do crosslinking é justamente que pacientes com cirurgias oculares anteriores também podem se beneficiar do procedimento. Mas cada caso é avaliado individualmente pelo médico.

Quanto tempo leva para a visão se recuperar?

Logo após a cirurgia, é esperado que a visão fique um pouco embaçada – isso é normal e temporário. Em geral, a visão volta ao patamar anterior em cerca de 30 dias. A estabilização completa da córnea pode levar alguns meses.

Como é o procedimento, passo a passo

  • Na sala cirúrgica: colírio anestésico é aplicado. Você fica acordado e confortável durante todo o procedimento, que dura cerca de uma hora.

  • Aplicação da riboflavina: um colírio especial com vitamina B2 (riboflavina) é gotejado no olho. Ela age como o “catalisador” da reação que vai fortalecer a córnea.

  • Ativação com luz ultravioleta: um feixe de luz UV é direcionado ao olho por alguns minutos. A luz ativa a riboflavina, que estimula as fibras de colágeno da córnea a se unirem e ficarem mais resistentes.

  • Lente terapêutica (curativo): ao final, uma lente de contato é colocada como curativo. Ela fica no olho por 7 dias enquanto o epitélio – a camada superficial da córnea – cicatriza.

  • Pós-operatório domiciliar: colírio antibiótico por 7 dias e colírio anti-inflamatório por cerca de 1 mês. Óculos escuros ajudam a lidar com a fotofobia (sensibilidade à luz), que é bastante comum na primeira semana.

Quem pode - e quem não pode - fazer o Crosslinking

O Crosslinking é indicado para:

  • Pacientes com Ceratocone em progressão;

  • Espessura corneana igual ou maior que 400 micra;

  • Curvatura corneana inferior a 70 dioptrias;

  • Sem cicatrizes centrais na córnea.

 

O Crosslinking não é indicado para:

  • Pacientes com histórico de herpes ocular ou gestantes.

  • Se você está nas fases iniciais e a doença está estável, a Dra. Andressa deve preferir optar por acompanhamento antes de indicar a cirurgia. Cada caso é único.

Quais as possíveis complicações?

As complicações são raras. As mais comuns são temporárias: infecções leves, inchaço na córnea, visão embaçada ou dupla nos primeiros dias e leve sensibilidade à luz. Esses efeitos costumam desaparecer à medida que a córnea cicatriza.

O crosslinking pode ser combinado com outros tratamentos?

Sim. Em muitos casos, o médico indica o crosslinking em conjunto com o implante de anel estromal — o anel melhora a forma da córnea e a visão, enquanto o crosslinking estabiliza a doença. A combinação costuma trazer resultados muito positivos.

Conheça a Dra. Andressa Guimarães

Especialista no tratamento do Ceratocone no Rio de Janeiro, Dra. Andressa tem também grande experiência na Cirurgia de Crosslinking.

Além disso, a equipe da Clínica de Olhos da Cidade preza pela qualidade do atendimento, pontualidade, atenção e cuidado total ao paciente.

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